segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Percepção > Crenças > Pensamento


O nosso Pensamento não é a Realidade.
Que quero eu dizer com ISTO?

“A nossa percepção de um acontecimento ocorre na medida em que experimentamos as informações que nos chegam através dos nossos canais sensoriais de entrada, que são:
- OS NOSSOS 5 SENTIDOS:
Visão
Olfacto
Tacto
Audição
Gosto”

…..mas….entre os canais de entrada/os nossos 5 Sentidos, e o NOSSO Pensamento do acontecimento, há uma espécie de barreiras que filtram o referido acontecimento.


Uma dessas barreiras que MODIFICA/filtra a Realidade sem nós nos apercebermos, são as nossas crenças. (Tanto as habilitadoras como as limitadoras)

Ou seja, as nossas crenças podem fazer com que aceitemos como reais coisas que não são verdadeiras!!
Muito complicado?

Então vamos a um exemplo prático:


- Em tempos, eu conheci duas Irmãs.


Uma, um pouco mais velha, sobressaía desde muito pequena pelo seu interesse pela Leitura.
Aprendeu inclusivamente a ler sozinha, pelos 5 anos.


Claro que toda a Família admirava “os feitos” e a inteligência desta Criança e assim, com a maior das naturalidades, esta Criança era considerada “A INTELIGENTE” da Família!


Na Escola e na Faculdade era sempre a melhor aluna, a que recebia os parabéns dos Professores e dos Pais. Sim, sem dúvida tornou-se “o orgulho da Família”!

A outra Irmã, um pouco mais nova, interessava-se por coisas diametralmente opostas:


- Não pegava num livro, gostava de falar com as Pessoas, de aprender as tarefas da casa, de conviver, rir, dançar e BRINCAR.


Gostava realmente de brincar!
E tinha uma sensibilidade absolutamente especial para se relacionar, tanto com Pessoas, como com Animais, como com Plantas.


Vivia no Mundo mágico dela, o Mundo da Infância despreocupada e sadia.
Era feliz.

Um dia,
essa felicidade começou a diminuir.
E isso porquê?


Porque essa Irmã mais nova (que ouvia sempre a mais velha ser elogiada e o foco das atenções) era constantemente comparada “à brilhante” Irmã, quando no fim dos trimestres chegavam as notas da Escola….


As suas, eram notas normais.

Donde, ela “desiludia”os Pais e a Família (ou sentia/PENSAVA que desiludia!) por comparação com aquela outra Irmã, mais virada para os Estudos.


Foi assim que, na Infância e Adolescência, a Irmã mais nova INTERPRETOU inconscientemente (pensou!) a falta de entusiasmo dos Crescidos perante as suas Notas como sendo uma falta de ESTAR CERTA, de fazer bem as coisas.
E pior, uma FALTA DE AMOR por ela.

Na verdade, sentia-se “menos gostada”/rejeitada pelos Pais. Afinal ela era a “ovelha negra”…a que destoava da outra

E, por outro lado, se a Irmã era tão brilhante, de que lhe serviria a ela esforçar-se para tirar um 15 quando ao lado tinha sempre a Irmã cheia de 19S e de 20S absorvendo automaticamente todas as atenções?

Desistiu.
Muito cedo na Vida….desistiu.

Tornou-se uma “desistente”. Para ela, (na cabeça dela), não havia chances.

Que diálogo interno e que crenças teria esta Criança, sozinha dentro de si, ainda sem RECURSOS para aprender a Pensar com Saúde?


- Claro! Pensava Pensamentos desabilitadores CONSTRUÍDOS no seu isolamento de Ser Humano que se sentia “inferior”! e sentia-se uma vitima, claro está!

Que crenças transportou toda a Vida esta Criança, sem saber que o fazia?


- Pois claro, crenças limitadoras:
- Ela era A BURRA, a preguiçosa, a culpada, a má aluna, a má da fita…

Donde, durante muitos anos ela fez TUDO (nomeadamente palermices!) para ser notada, amada, olhada, admirada.
Também queria um pouco da atenção e da admiração para ela!



Durante décadas ela viveu uma Vida de insegurança, medos e ansiedade, viveu a sua Sombra e não a sua PESSOA REAL.

Sim, porque desta vez a história acaba bem:


- A pequena Irmã, ao crescer, conseguiu ir aprendendo com a Vida e com as oportunidades.

E a certa altura, acabou por perceber que, de burra não tinha nada.
E assim, um dia chegou o seu tempo de brilhar naturalmente.

E ela brilhou e CUROU-SE! Quando percebeu que afinal…….
ERA CAPAZ!

Há muitas histórias como esta, umas acabam bem, outras, nem por isso.



As crenças limitadoras podem tornar-se devastadoras na Vida de uma Pessoa porque conduzem a emoções negativas que normalmente são auto-destrutivas.
É como beber o seu próprio veneno.

(esta história vai levar-nos a falar mais tarde dos Temas “vítimas de vítimas” e “o processo do perdão”)

Resumindo:
- Na Realidade, os Pais gostavam daquela Filha.

Ela era diferente da outra, mas não menos amada…era amada de outra maneira!



Mas na Realidade da Criança mais nova o filtro das suas crenças influenciou negativamente durante décadas o seu Pensamento e O SEU COMPORTAMENTO.

Exercício:

Eu convido-a/o a reflectir nesta história. Terá alguma parecida?

Este Blogue está aberto a comentários. Deixe-nos a sua opinião e seja sempre bem-vindo/a.
Obrigada.

Isabel Perry









PERCEPÇÃO/5 sentidos > CRENÇAS/filtros > PENSAMENTO/representação interna do acontecimento externo depois de "filtrado"

1 comentário:

Daniela disse...

ola! Esta história vem mesmo a calhar pq teho uma turma com duas irmãs assim parecidas, uma é boa alua e a outra não... pelo menos peo q dizem os profs dos anos anteriores, eu cá ainda estou em fase de conhecimento.

Tens alguma história p ler nessa turma q lhes toque nas duas? Ou uso mesmo este teu texto?

bjs